Liberdade
Christian Schwartz defende o "romanção" de Jonathan Franzen
“Liberdade, de Jonathan Franzen, o romance estrangeiro mais falado (só esperemos que também lido…) no Brasil ultimamente, levou muitos a se perguntarem se a literatura de ficção não estaria retomando a posição de influência que algum dia já teve. Lá fora, Franzen chacoalhou o establishment político e a grande mídia com essas 600 páginas que formam um vasto painel da América atual, pós-11 de Setembro, traçado a partir da trajetória dos quatro membros da família Berglund. E mais: seu livro anterior, As correções — outras 600 páginas no mesmo estilo mural de uma época, aqui os anos 80 e 90 —, já arrebatara por igual críticos e leitores. Quanto a Liberdade, acusaram-no por aqui de conservadorismo na forma — “um romanção do século 19” que, além disso, traria a marca (o pecado?) original do romance como gênero: o realismo. Não faria sentido emular, hoje, Guerra e paz, disseram. Ok, ok. Mas lá vai: li essas irresistíveis 1.200 páginas de uma vez e com voracidade — e, por isso, eu recomendo.”
Christian Schwartz é professor universitário, jornalista e tradutor. Vive em Curitiba (PR).








