• Em todo o site
  • Rascunho
  • Colunistas
  • Prateleira

Rascunho

O jornal de literatura do Brasil

#171

Anterior julho 2014 Próximo Veja capa impressa

HQ HQ_171

Ensaios e Resenhas O múltiplo inquieto

Inquérito Sempre o incômodo

Ensaios e Resenhas A classe média com estilo

Breves BREVES_171

Quase-diário Primitivos e civilizados

Ruído branco Pesquisa sobre a evolução literária no Brasil (15)

Rodapé Anotações sobre romances (11)

Dom Casmurro A grande família

Vidraça VIDRAÇA_171

Dom Casmurro ROBERTO BOLAÑO

Ensaios e Resenhas O suicídio como barricada

Translato Comentários sobre a tradução de A a Z

Palavra por palavra A obra densa, forte e bela de Walther

A literatura na poltrona Privação do sublime

Fora de seqüência Fracasso escrito na testa

Nossa América, nosso tempo A Lírica do Exílio e a cultura brasileira (2)

Manual de garimpo A expedição Montaigne

abril 2009 / Ensaios e Resenhas / Os caminhos de Vinicius

Os caminhos de Vinicius

Vinicius de Moraes por Osvalter

Há alguns anos, mais precisamente desde meados de 2003, a obra poética de Vinicius de Moraes tem sido objeto de novas leituras e reedições com o objetivo, muitas vezes não expresso, de resgatar a importância do poeta para o cenário das letras no Brasil. O leitor de boa memória há de se recordar que, aqui e acolá, inúmeras investidas foram feitas nessa direção. Ainda em 2003, por exemplo, a Festa Literária de Paraty (quem se lembra dos céticos que disseram que o evento não daria certo?), Flip, teve como primeiro homenageado o ex-diplomata que se fez poeta e, inadvertidamente, ajudou a forjar um dos principais movimentos musicais brasileiros da segunda metade do século 20. Naquele mesmo ano, uma telenovela da Rede Globo, Mulheres apaixonadas, não hesitou em requintar seu arsenal simbólico kitsch com os versos de Vinicius de Moraes seja na abertura, com a música-tema, seja nos diálogos, eivados de um mundanismo proto-intelectual que é bastante peculiar nas histórias do autor Manoel Carlos.

Também na esfera do audiovisual, até um documentário sobre Vinicius foi produzido, desta vez no ano de 2005, tendo como personagens figuras que partilharam do convívio do escritor, como Chico Buarque, Maria Bethania, Toquinho, Miúcha, entre outros. No documentário, dirigido por Miguel Faria Jr., para além do músico, houve grande ênfase na produção poética, com destaque para leituras de seus poemas em tom bastante solene, é bom frisar. Tendo em vista esse esforço conjunto, o mercado editorial promoveu o relançamento de sua obra, outrora fora de catálogo, para o deleite daqueles que jamais viram os livros do poeta editados com pompa e circunstância. Pela Companhia das Letras, ganharam nova edição obras como O livro dos sonetos; Nova antologia poética; sem mencionar a organização da correspondência do autor, bem como de seus textos e crônicas elaboradas para a imprensa. Sim, Vinicius foi, como dizem, muitos.

Três poetas
Qual é o motivo para tanto interesse? Nos casos acima citados, pode bem ser a efeméride de 2003, quando se comemorariam os 90 anos de Vinicius. De fato, o poeta, nascido em 1913 e morto em 1980, recebeu múltiplas homenagens, mas, a julgar pela edição mais recente de seus livros (também pela Companhia das Letras), é oportuno lançar um outro olhar para a obra poética do autor. Noves fora o folclore e o anedotário que cercam Vinicius de Moraes, que, não por acaso, já foi chamado de Imprudente de Moraes, é correto afirmar que o relançamento de três de seus livros — a saber, O caminho para a distância; Nova antologia poética; e Poemas esparsos — reforça a idéia de que não houve um Vinicius linear também no que tange à sua formação como homem das letras. Assim, muito embora haja um personagem fixo no imaginário coletivo — como o beberrão do fim da vida, a ponto de chamar o uísque de melhor amigo do homem, uma espécie de “cão engarrafado” — nota-se ao menos mais dois Vinicius em cena. Em outras palavras, para além da caricatura, existe o Vinicius poeta maduro, capaz de compor os melhores sonetos de sua geração, assim como há o poeta ingênuo dos 20 anos, idade em que publicou os primeiros versos. Em certa medida, é possível observar esses três poetas em ação nos três livros acima citados. Há certa desigualdade na forma, no conjunto e no conteúdo. No entanto, apenas um olhar assim apurado pode desfazer as mitologias e mostrar a real importância de Vinicius de Moraes para a literatura brasileira, no geral, e para a poesia nativa, no particular.

Cumpre observar, antes de qualquer análise, que a nova edição da obra de Vinicius chega, de verdade, para rivalizar com a melhor coletânea do poeta até então. Isso porque a edição da Nova Aguilar preserva não apenas a ordem cronológica, mas se destaca também pela fortuna crítica. A presente edição da Companhia das Letras também preserva certa ordem cronológica, apresenta ricos textos de apoio dos organizadores — nomes como Eucanaã Ferraz, Antonio Cícero — para além dos posfácios de Antonio Carlos Secchin, Antonio Candido e resgata, de quebra, os textos de Rubem Braga, Otávio de Faria e Fernando Sabino por ocasião de lançamento desses livros. Nesse quesito, a idéia de preservação vai mais longe do que manter o critério editorial usado pelo autor na época. Trata-se, também, de fazer valer a concepção do projeto como um todo, inclusive com a reprodução das capas originais e de um rico caderno de fotos. Vinicius está “em forma” nesta edição, que, sabiamente, não quer deixar de lado as vicissitudes e idiossincrasias do autor.

Profundamente lírico
Tanto é assim que, ao contrário do que se poderia imaginar, os organizadores não escondem o primeiro livro de Vinicius de Moraes, O caminho para a distância. Lançado originalmente em 1933, a obra é basilar no que se refere ao momento vivido pelo autor. Como sabem aqueles que leram a essencial biografia de Vinicius de Moraes assinada pelo jornalista e crítico literário José Castello, a formação do poeta se deu em um ambiente que não necessariamente primava pelo ideal de vida, digamos, “progressista” do qual ele iria ser um dos principais protagonistas no outono de sua vida. O jovem Vinicius, portanto, era profundamente lírico, mas demasiadamente puritano na escolha de temas e na tentativa de encontrar aquilo que os escritores chamam de uma “voz”. É evidente que se se tentar encontrar um significado da natureza ou do DNA do poeta neste início, é bem provável que algum detalhe já esteja em flor. Todavia, é necessário, até para fins estéticos, observar este primeiro livro como um caminho para a formação do poeta. Essa jornada, que não deve se confundir com a do herói (ainda que se assemelhe à do anti-herói), não é marcada pela mesma leveza da trajetória do poeta libertário e das multidões. Em contrapartida, há, entre um verso e outro, alguma visão parcial que se pretende já experimentada pela vida, como se nota a seguir: “Será que cheguei ao fim de todos os caminhos/ E só resta a possibilidade de permanecer?/ Será a Verdade apenas um incentivo à caminhada/ Ou será ela a própria caminhada?” Em Fim, mais do que perguntas retóricas com pitada existencial, há o sentimento daquele que se vê tragicamente ensimesmado com o futuro que se avizinha e lhe parece duvidoso. O sabor da dúvida não tem, para a concepção do jovem poeta, a mesma razão da certeza.

Com a mesma ênfase, o Vinicius de O caminho para a distância busca tal qual um obstinado algo de natureza superior. Essa busca está cristalizada no primeiro poema do volume, Místico, cujo início serve de abertura e desfecho para a já citada biografia assinada por José Castello, O poeta da paixão:

O ar está cheio de murmúrios misteriosos
E na névoa clara das coisas há um vago sentido de espiritualização
Tudo está cheio de ruídos sonolentos
Que vêm do céu, que vêm do chão
E que esmagam o infinito do meu desespero.

De forma semelhante, em outro poema essa busca assume um tom de angústia, como se lê em Solidão: “A vida é um sonho vão que a vida leva/ Cheio de dores tristemente mansas”. É como se Vinicius soubesse, de fato e de direito, qual era o sentido da existência — algo para além da matéria, ainda que ele próprio não tivesse sido capaz de conceber intelectualmente o que procurava. Em outros momentos, contudo, as vastas emoções não conseguiam aplacar sua tenra ingenuidade. E no poema Vinte anos, Vinicius parece, assim, perceber que seus sentimentos imperfeitos são apenas reflexos de sua mocidade e de suas expectativas quanto ao que lhe reserva o futuro: “Medo de ser jovem agora e de ser ridículo/ Medo da morte futura que a minha juventude desprezava/ Medo de tudo, medo de mim próprio”. No texto seguinte, Velhice, ele admite, de antemão, os pormenores da idade: “Serei um corpo sem mocidade, inútil, vazio/ Cheio de irritação para com a vida/ Cheio de irritação para comigo mesmo”. Nas palavras de Antonio Carlos Secchin, no posfácio, a virtude deste O caminho para a distância é apresentar em livro um poeta vivendo e vivendo intensamente. Essa intensidade está patente na devoção com que o poeta se entrega aos temas de seus versos.

Em plena forma
Se no primeiro livro o que se lê é um esboço de um artista quando jovem, na Nova antologia poética temos um poeta em plena forma. Detalhes que outrora eram simples conjecturas existenciais são idéias agora revisitadas com mais experiência por Vinicius de Moraes, que se mostra, enfim, um artífice do verso. Conforme explicam os organizadores, este livro não conta com os poemas selecionados por Vinicius de O caminho para a distância. Em vez disso, o leitor tem em mãos os sonetos mais bem elaborados, de forma que é possível atestar, sem medo de errar, que este é o poeta em seu estado puro — na forma e nos temas; na técnica e na voz que, enfim, consegue expressar. Esse resultado não é alcançado sem tentativa e erro. No posfácio, os organizadores justificam a edição, afirmando que a quantidade e qualidade são elementos que não se misturam (ou que não deveriam estar associados) no que se refere à poesia. De fato, nem todos os poemas de um autor devem ser considerados em uma antologia. Entretanto, como certa feita explicou o crítico Kenneth Tynan, no livro A vida como performance, “é a quantidade e a prática que tornam a qualidade perfeita”. Assim, o Vinicius dos sonetos, das elegias, não existiria sem seus textos que sabiamente foram descartados pelo próprio autor na concepção deste livro. Nele, portanto, fica mais fácil identificar o Poeta com p maiúsculo, cuja produção remete, entre outros, a seus dias em Oxford e ao tempo em que esteve lotado como diplomata de carreira. Aqui, cabe uma breve divagação, mencionada por Diogo Mainardi, colunista da revista Veja. Os grandes autores da literatura brasileira do século 20 também pertenceram aos cargos públicos: de Drummond a João Cabral de Melo Neto, passando, claro, por Vinicius de Moraes e João Guimarães Rosa. Eis uma hipótese que explicaria o nacionalismo pragmático de alguns escritores.

Como poeta, Vinicius ultrapassa essas formalidades. Certamente, a essa altura de sua trajetória, nota-se um poeta ciente do valor de sua formação intelectual e de sua carreira como funcionário público, que lhe concedia alguma estabilidade, para a sua produção poética. Em nenhum momento, contudo, essa condição tem mais importância que seus versos. O que existe, sim, é esforço e disciplina que são marcas de qualquer jornada dessa magnitude. Nesse sentido, o lirismo, que antes esbarrava no sentimentalismo exacerbado, agora ganha um tom mais sóbrio, mas não menos pungente. O Soneto de fidelidade é um exemplo dessa poesia:

Quero vivê-lo em cada momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou contentamento.

Aqui, a combinação entre ritmo, voz e temática atinge um equilíbrio estético ideal — ou quase ideal, na opinião dos mais críticos. Já no Soneto de separação, esse ideal atinge novo patamar, em especial porque o poeta consegue articular contrapontos sem perder a cadência das palavras:

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel o drama.

Esse status não se deve apenas ao amadurecimento do poeta, muito embora esteja também a isso relacionado. Trata-se, aqui, da busca por aspectos muito mais circunstanciais do que no passado, quando o alvo eram os grandes temas, a questão quiçá metafísica que circundava a poesia de Vinicius. Agora, em certa medida, existem pontos mais objetivos que, nem por isso, são menos recorrentes na obra do autor. O sentimento ganha cores mais nítidas, muito em parte porque, nesse momento, a vida privada do autor já começa a fazer parte, ainda que indiretamente, de sua obra.

Com isso, pouco a pouco, este Vinicius mais leve começa a tomar a dianteira daquele outro mais diletante, como no caso da homenagem a um cenário que fez parte da vida urbana carioca, ao menos na primeira metade do século passado, conforme se lê na autêntica Balada do mangue:

Ah, jovens putas das tardes
O que vos aconteceu
Para assim envenenardes
O pólen que Deus vos deu?

Aqui, sim, há o embrião daquele que seria o poeta por excelência do carisma, do pagode e do perdão, como ficou celebrado em uma música que lhe rende elogios. Por outro lado, este traço mais simplório não é exclusivo de Vinicius, uma vez que certa tradição modernista tinha como propósito descaracterizar esse beletrismo dos poetas parnasianos e simbolistas, objetivo que, de fato, foi alcançado. De todo modo, nos poemas desta Nova antologia poética, o leitor tem em mãos uma síntese da melhor fase de Vinicius de Moraes, uma vez que se trata do registro de um período em que o autor não estava totalmente dedicado à música e que, por isso mesmo, se esmerava na prática do verso e da rima, mantendo o ritmo e abusando da influência de seus mestres. A propósito, não são poucas, ao longo desta Antologia, os poemas dedicados àqueles que, de alguma forma, desempenharam algum papel na trajetória do escritor. Pedro Nava, Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, Katherine Mansfield, Charles Baudelaire são alguns nomes que merecem versos e, por isso, são citados pelo poeta.

Ilustração: Osvalter

Poeta popular
A singularidade dos temas cantados pelo autor chama a atenção, também, pela perspectiva original com que são tratados. Assim, em O dia da criação, observa-se certa conclusão, estupefata, acerca da condição humana, demasiadamente humana, talvez: “Decidiu fazer o homem à sua imagem e semelhança/ Provavelmente, isto é, muito provavelmente porque era sábado. Enquanto no Soneto de Aniversário, novamente, há a sensação da passagem do tempo: “Passem-se os dias, horas, meses, anos/ Amadureçam as ilusões da vida/ Prossiga ela dividida/ Entre compensações e desenganos”. Essas características, muitas vezes, estão distribuídas nos poemas desta Nova antologia poética. Entretanto, é com genuíno prazer estético que se lê o supra-sumo desta veia poética, como se lê no Soneto do maior amor: “(…) Louco amor meu, que quando toca, fere/ E quando fere vibra, mas prefere/ Ferir a fenecer — e vive a esmo”. É mantendo esse gesto singelo que o poeta consegue, ainda, dedicar versos para Mané Garrincha (O anjo das pernas tortas) e ao amigo Jayme Ovalle (A última viagem de Jayme Ovalle). À medida que se encaminha para o fim, a antologia também se aproxima do Vinicius de Moraes que permeia o imaginário dos leitores e dos não-leitores e até mesmo daqueles que pouco conhecem a poesia do autor. É como se o poeta tivesse, num esforço de projeção de sua obra, acelerasse o processo de desmistificação. Sai de cena o erudito criador de sonetos e elegias. Entra em cartaz o poeta popular.

E é este o poeta que surge no livro Poemas esparsos, que, embora seja uma coletânea de um longo período de escrita de Vinicius de Moraes, pode ser tomado como uma síntese da poesia mais brejeira, menos sofisticada no que se refere à sua construção. Os temas caros ao universo do escritor estão ali, e se se considerar os versos da década de 1960 em diante o que é apenas uma sugestão será tomado como prova substantiva, como se nota no caso de Medo de amar:

E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço
Sou como a última sombra se estendendo sobre o mar
Ah, amor, meu tormento!… como por ti padeço…
Ai que medo de amar.

Quem conhece o cancioneiro da Bossa Nova com certa intimidade logo se recorda que Vinicius também compôs uma canção chamada Medo de amar. Na literatura do autor, letra de música e poesia começam a andar lado a lado e não é absurdo afirmar que a idéia de que a Bossa Nova pertence a um gênero mais sofisticado se deve ao status de autoridade concedido pelo poeta ao estilo. De qualquer modo, seria, também, exagero considerar este livro inferior por conter a produção tardia da obra de Vinicius. Até mesmo porque, a obra conta com outros poemas, que, por inúmeras razões, não entraram na Nova antologia. Talvez não seja, mas este poderia ser efetivamente o caso do Soneto sentimental à cidade de São Paulo. Nele, o poeta assinala:

Não te amo à luz plácida do dia
Amo-te quando a neblina te transporta
Nesse momento, amante, abres-me a porta
E eu te possuo nua e fugidia.

Há espaço, nesses poemas esparsos, para os espasmos líricos do poeta, como no Lullaby to Susana. É, de fato, a imagem do poeta simples que aparece com mais força neste livro.

Simples, mas não vulgar, ressalta Eucanaã Ferraz no posfácio, ao bater na tecla da valorização do soneto pelo poeta. Além disso, consta desse texto do organizador algumas menções ao fato de Vinicius optar pelo popular, muito embora fosse um erudito. Na contramão dos poetas de seu tempo, no particular, e de escritores e prosadores que o sucederam, no geral, Vinicius de Moraes decidiu se afastar do distante caminho dos poemas que exigiam dele sofisticação na forma e apuro técnico na seleção das palavras. Em vez disso, deixou-se levar à moda de um Caymmi, pela sonoridade da música e pelo gosto da gente humilde que comparecia aos seus espetáculos ao lado de compositores como Toquinho e Baden Powell. Assim, é nessa espécie (também) de equilíbrio que os versos de Poemas esparsos permanecem: há um despojamento poético quase calculado, ainda que a imagem final seja de um Vinicius de Moraes mais afeito aos olhos da multidão como uma caricatura de si mesmo. À sua maneira, o poeta parecia não se importar tanto. Afinal, conforme ele já havia escrito cerca de trinta anos antes de sua morte, seu caminho era trilhado onde havia espaço. Em que pesem as efemérides e as demais celebrações, o tempo de Vinicius Moraes é quando.

FABIO SILVESTRE CARDOSO

É jornalista. Vive em São Paulo (SP).

O autor Vinicius de Moraes vinicius

Nascido em 1913, Vinicius de Moraes foi diplomata de carreira, escritor, poeta e um dos principais compositores da Bossa Nova. Escreveu, entre outros, Forma e exegese; Poemas, sonetos e baladas; O livro dos sonetos; e Cinco elegias. Juntamente com o compositor Tom Jobim, estabeleceu uma das parcerias mais importantes da música popular brasileira. Juntos, compuseram a música para a peça Orfeu da Conceição, que depois viraria filme premiado internacionalmente, e as músicas do LP Canção do amor demais. Como compositor, assinou, ainda, os Afro-sambas, desta vez ao lado de Baden Powell, além de manter depois longa parceria com o compositor Toquinho. Vinicius de Moraes morreu em julho de 1980, no Rio de Janeiro.

Relançamento da obra de Vinicius de Moraes mostra como e por que ele se transformou em um dos principais poetas brasileiros de todos os tempos
Vinicius de Moraes_livro

Nova antologia poética

Vinicius de Moraes
Companhia das Letras
303 págs.

Poemas esparsos
Vinicius de Moraes
Companhia das Letras
237 págs.

O caminho para a distância
Vinicius de Moraes
Companhia das Letras
103 págs.

Voltar ao topo